Tem que tomar vacina para estudar nos Estados Unidos?

Uma pergunta que muitas pessoas me fazem é se eu já tomei todas as vacinas pra poder entrar nos EUA. O que nem todo mundo sabe é que para entrar lá, não é exigida nenhuma vacina. A não ser que você vá fazer uma paradinha básica pré-doutorado ou um voo onde será necessário que você faça imigração no Panamá. Aí você te que estar com a vacina de Febre Amarela em dia (validade de 10 anos) e com a Carteira Internacional de Vacinação, indicando a vacina no prazo ou que foi vacinado pelo menos 10 dias antes da viagem.

Para estudantes, entretanto, a exigência das vacinas é feita pela universidade de destino. Ou seja, as exigências serão diferentes para cada um e podem variar, inclusive, dependendo do departamento do qual você fará parte. Geralmente, estudantes da área de saúde ou aqueles que irão frequentar departamentos vinculados a essas áreas tem uma lista maior de agulhadas para tomar. Na tabela abaixo, podemos encontrar uma lista das vacinas mais comumente exigidas ou recomendadas. Lembrando que algumas são obrigatórias, outras apenas uma recomendação da universidade. É preciso verificar com o departamento de saúde da sua universidade quais os requisitos. Particularmente, eu coloquei todas as vacinas possíveis em dia. Não vejo motivo de não fazê-lo, é sempre melhor prevenir que remediar.

Sarampo / caxumba / rubéola (MMR ou tríplice viral) 2 doses ou título de anticorpos positivo
Doença Meningocócica (Quadrivalente) Imunização nos últimos 5 anos
Tétano / Difteria / Coqueluche (DTaP) Imunização nos últimos 10 anos
Hepatite B Série de 3 imunizações ou título de anticorpos positivos
Influenza Imunização no último ano
Febre Amarela Imunização nos últimos 10 anos
Catapora Série de 2  imunizações ou título de anticorpos positivos

 

A maioria das vacinas exigidas é oferecida gratuitamente na rede pública e está no calendário de vacinação do adulto. Algumas, entretanto, só são encontradas na rede privada e outras nem isso. Um exemplo é a DTaP. A rede pública oferece a vacina dupla tipo adulto, que imuniza apenas contra tétano e difteria. Algumas universidade, porém, pedem que o aluno também seja imunizado contra a coqueluche. A tríplice da rede pública é indicada somente para crianças e pode levar a sérias reações adversas em adultos. A DTaP adulto é acelular, portanto não promove essas reações e é encontrada em centros de imunização privados. Um outro exemplo é a Meningocócica, que não tem sido encontrada em lugar nenhum no Brasil. No meu caso, eu tive que assinar um documento e enviar para a universidade falando que me comprometo em tomar a vacina assim que chegar lá ou me responsabilizo por qualquer consequência da não imunização.

Caso tenha perdido o seu cartão de vacinação, você tem duas opções: tomar as vacinas novamente e/ou fazer exames que comprovem a presença de anticorpos contra as doenças. No caso da catapora, por exemplo, esse exame será bem útil. Todo mundo já foi criança e praticamente todos tiveram catapora. Talvez não seja muito comum as crianças terem catapora por lá, mas uma vacina sempre exigida é contra a varicela. Como a maioria por aqui no Brasil já teve essa coceirinha gostosa, eles pedem o exame comprovando a presença de anticorpos.

Outro exame bem solicitado é pra comprovar que o aluno não tem tuberculose. O mais simples é Teste Tuberculínico, também conhecido como PPD (Derivado Proteico Purificado). O problema é que pessoas que já foram imunizadas com a vacina BCG podem apresentar resultado positivo. Daí é só tirar um raio-X do pulmão para provar que não tem a doença. Como tudo varia de uma universidade pra outras, algumas pedem testes específicos e mais acurados, como QuantiFERON GOLD ou T-spot, porém mais caros também.

Uma vez imunizado contra todas as doenças estabelecidas pela universidade, o que fazer? Pelo que tenho visto, a maioria das universidades não pede o Cartão de Vacinação original e/ou traduzido. Elas oferecem um formulário que um médico ou enfermeiro deve preencher e assinar, indicando a data da sua vacinação (conforme ele irá conferir na sua carteirinha) e atestando que aquela informação é verdadeira. Caso a universidade peça a tradução da sua carteirinha, é bom levar pra um tradutor juramentado para não ter problemas.

Nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte podem ser encontrados locais que oferecem um serviço de atendimento ao viajante, que visam orientar os viajantes no que diz respeito à diminuição dos riscos de aquisição de doenças durante viagens, doenças transmissíveis e vacinas. A pessoa pode agendar uma consulta para receber as orientações necessárias e devido encaminhamento.

 

Belo Horizonte

Centro de Atenção à Saúde do Viajante

Endereço: Rua Paraíba, 890 – Funcionários

Telefone: 31 3246-5026 31 3277-5300

E-mail: saude.viajante@pbh.gov.br

Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª das 8h às 17h.

 

São Paulo

Núcleo de Medicina do Viajante

Instituto de Infectologia Emílio Ribas

Tel.: 55 11 3896-1366

e-mail: medviajante@emilioribas.sp.gov.br

 

Ambulatório dos Viajantes

Hospital de Clínicas da USP

Tel.: 55 11 2661-6392

Prédio dos Ambulatórios – 4º andar – sala 8 Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, Cerqueira César, São Paulo – Capital

Aberto das 8h às 16h. Emergência 24h

 

Ambulatório de Medicina do Viajante

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Rua Borges Lagoa, 770 – Vila Clementino

Tel.: 55 11 5084-5005

Horário de Atendimento: segunda a sexta das 13h30 às 17h.

 

Rio de Janeiro

Centro de Informação em Saúde para Viajantes

Hospital Universitário da UFRJ

e-mail: agenda@cives.ufrj.br

Cidade Universitária da UFRJ (Ilha do Fundão), 5o. andar do prédio do – Hospital Universitário, Ala Sul, sala 2.

Cooking Abroad: como estudar no exterior sem virar uma bola

Olá Abroaders!

O post de hoje é sobre um tema muito importante na vida de um estudante no exterior: COMIDA!

Quando você muda do seu país para um lugar novo e desconhecido, essa mudança afeta diretamente a sua alimentação. Muitos estudantes nunca moraram sozinhos e não sabem cozinhar nada além de miojo e ovo frito. Além disso, é muito mais prático e rápido comer um lanche. Vocês com certeza terão uma rotina bem cheia e pouco tempo para efetivamente se preocupar com isso. (Para saber mais sobre como gerenciar melhor o seu tempo durante o mestrado / doutorado, leia esse post.)

Em muitos lugares é mais barato comer mal. Ou seja, a chance de você cair na armadilha de comer porcaria porque é mais rápido e mais barato é imensa. Comer mal é extremamente prejudicial a saúde. A nossa alimentação influencia a qualidade do nosso sono, habilidade de concentração e a nossa saúde como todo. Não preciso nem mencionar as questões estéticas né. Creio eu que ninguém quer voltar rolando para o Brasil.

Sendo assim, temos o orgulho de lançar o mais novo quadro do Abroaders: Cooking Abroad!

Cooking Abroad

Nesse quadro iremos dar dicas de como se alimentar de forma mais saudável através de receitas baratas, fáceis e rápidas de fazer. Não se preocupe, você não precisa ser mestre cuca para acompanhar as receitas. Iremos dar o passo-a-passo para que todos consigam fazer.

Um fato bem engraçado (desesperador) que acontece quando você se muda para um país diferente é que você não tem familiaridade com o tipo de comida que existente e é predominante naquele lugar, você não conhece as marcas (ou conhece as marcas mas não os produtos) que são vendidas no mercado.

O que acontece quando você vai no mercado? Você fica que nem barata tonta de um lado para o outro, demora três horas para fazer uma compra porque você não sabe direito o que comprar. E o que você vai gostar de comer. Analisa e lê todos os rótulos. Passa cinco vezes pelo mesmo corredor. Não encontra as coisas porque a forma de organizar a disposição dos produtos no mercado em outros países é diferente do Brasil. Todos esses problemas são manejáveis, obviamente. Mas sempre é bom estar preparado ou ter alguém para te ajudar a se encontrar. Por isso também daremos dicas de produtos marcas, supermercados e tudo que envolve a deliciosa arte de comer no exterior!

Através do Cooking Abroad, esperamos ajudar você, estudante brasileiro no exterior, comer bem e não gastar muito tempo e dinheiro com isso. Sem mais delongas, mãos a obra!

 

A receita de hoje não é uma invenção minha. Quem me ensinou foi uma querida amiga em um momento de desespero meu em busca de receitas práticas e rápidas. Obrigada Rafa!

Vou ensiná-los a fazer um pão de queijo tapioca de frigideira! Já testei! É delicioso, versátil e muito rápido de fazer. Sério, quinze minutos está pronto.

Os ingredientes que você irá precisar para a massa são:

1 ovo

2 colheres de farinha de tapioca

Calma gente, sem pânico! Essa farinha você compra em qualquer mercado (eu comprei no Kroger).  Eu encontrei em uma sessão que tinha uns produtos naturebas, orgânicos. Mas isso pode variar de mercado para mercado. Dá para comprar através da Amazon também. Não é muitooo barato (6-7 obamas), mas rende. Você com certeza fará muitas tapiocas com ela, então vale a pena. É isso aqui ow:

Farinha de tapioca

 

1 colher de creme de ricota – aqui depende muito do  seu gosto e há muitas possibilidades. Você pode usar queijo cottage, algum outro queijo em creme ou requeijão. Dá para substituir também por iogurte natural e até por água, caso a sua despensa esteja vazia!

1 colher de farinha de linhaça  – esse ingrediente é opcional. Caso você não tenha ou não queira comprar linhaça, você pode usar outra farinha/grão ou até eliminar o ingrediente. Quando eu fiz a primeira vez, não tinha linhaça. Substitui por aveia e ficou bom.

Aveia

 

Queijo – Aqui as possibilidades são infinitas. Se você ama queijo que nem eu, com certeza poderá pensar em mil combinações de queijos para usar. A única recomendação é tentar usar queijo já ralado ou em pedações pequenos para que ele derreta mais fácil e se integre na massa. Mussarela ralada, parmesão ralado, gorgonzola em pedaços, feta em pedaços…. go crazy!

Temperos a vontade – Esse ingrediente também é opcional. Você pode ou não escolher temperar a sua massa. Sal, pimenta, salsinha, cebola, alho, o que você quiser. Escolher o tempero é muito de gosto também. Coloque o que você normalmente usa e gosta, só tome cuidado para não exagerar!

Bata (bater significa colocar tudo em uma tigela e misturar os ingredientes, para os muito leigos rs) todos esses ingredientes com um garfo. Misture bem. A mistura irá ficar mais ou menos assim:

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Unte uma frigideira com manteiga ou azeite. WHAT? Untar significa basicamente lambuzar a frigideira com manteiga para que os ingredientes não grudem quando você for cozinhar. Não precisa de muito, uma colher pequena com manteiga ou azeite é suficiente.

frigideira untada

 

Coloque a mistura na frigideira untada / lambuzada e ligue o fogo baixo. A mistura irá se espalhar pela frigideira. Quanto mais se espalhar, maior ficará a sua tapioca. Só tome cuidado para não espalhar demais, pois a massa ficará muito fina e poderá despedaçar.
Massa na frigideira

Deixe fritar até perceber que a massa está endurecendo e começando a desgrudar  da frigideira. Quando isso acontecer, fique atento pois logo você terá que virar. Em média você deverá fritar de 2 a 4 minutos cada lado. Depende de quão torradinho você gostaria que o seu pão de queijo tapioca fique.

Depois de ter fritado dos dois lados, chega o momento de rechear. Para o recheio não há regras. Você pode usar o que quiser para rechear. Quando fiz, usei peito de peru e mussarela fatiada (eu realmente amo queijo, não me julgue) e tomate. Mas as possibilidades são infinitas. Manteiga, requeijão, outros tipos de queijos, presunto, bacon, cebola, até carne moída. Faça as suas próprias combinações segundo o que você mais gosta. Te garanto que não tem como ficar ruim!

Eu coloquei o recheio ainda na frigideira para que o queijo extra derretesse e e o peito de peru esquentasse um pouco. Mas você pode rechear já no prato também. Depois que rechear, dobre no meio a tapioca, como se fosse um sanduíche.

Colocando o recheio

É ISSO! Agora é só comer. Te garanto que fica muito gostoso! Faça as suas combinações e nos mande a foto! Caso tenha sugestões de receitas e dicas para o Cooking Abroad, por favor nos mande que postaremos! 🙂

Pão de queijo tapioca de frigideira

 

 

Enviando documentos: diplomas, transcripts, traduções juramentadas e o tal do coversheet form

O MINISTÉRIO DO BOM SENSO ADVERTE: as dicas a seguir foram escritas com base no processo de doutorado pleno pelo Ciência sem Fronteiras, para os Estados Unidos da América, por intermédio da LASPAU. Porém todas elas podem servir para outros candidatos a outros processos e, naturalmente, com outros destinos.

[Um post de Livia Palmerston e Nanda Cruz Rios]

Seja você candidato a uma pós-graduação pelo Ciência sem Fronteiras ou não, certamente chegará o momento de enviar seus documentos para os órgãos competentes. No caso de quem vai para os EUA pelo CsF, por exemplo, este órgão é a LASPAU. Caso você vá para a Austrália, o Latino Australia Education; no caso da Holanda, o órgão parceiro é o NUFFIC, e assim por diante. Cada processo tem suas regras e prazos específicos, mas via de regra todos nós teremos que enviar nossos documentos – seja para os órgãos, seja para as universidades (no caso de uma candidatura independente).

Dentre os documentos obrigatórios solicitados para envio normalmente estão o diploma de graduação e mestrado, o histórico escolar de todas a disciplinas cursadas em cada graduação e suas respectivas traduções juramentadas. E por favor, não me vá enviar seus diplomas e históricos originais. São solicitadas cópias certificadas desses documentos. Então, vamos por partes.

Diploma

Caso você ainda não tenha concluído a graduação ou o mestrado, você pode solicitar na universidade, provavelmente na coordenação do curso, um termo que declara que você está cursando as disciplinas e irá concluir o curso no período X, sendo que este período, obviamente, deve ser prévio ao início do mestrado/doutorado. Se já estiver formado e possuir os diplomas originais, daí você deve utilizá-los. Fique atento ao número de cópias exigidas para cada documento. Se, por exemplo, o órgão parceiro ou a universidade solicita duas cópias de cada documento, cuide para que você envie ambas as cópias certificadas¹.

De novo: nada de enviar os seus diplomas originais, jovem. E se já tiver feito isso não conte a ninguém, a não ser que queira virar motivo de piada entre alguns coleguinhas menos solidários, que acompanharão seu desespero comendo pipoca (eu faria isso, não vou mentir).

Histórico escolares ou transcripts (é a mesma coisa, só para constar)

No caso da não conclusão do curso na época do envio, deve ser feito praticamente o mesmo procedimento dos diplomas. Você solicita o histórico incompleto e novamente faz as cópias e certifica uma por uma¹ (já vamos falar sobre isso). Se já concluiu o curso, deve ter o histórico em mãos (se não tiver, peça na universidade), então é só seguir as mesmas orientações.

Mas o que é esta certificação, afinal?

¹ É um processo bastante simples para quem tem fácil acesso à Universidade que emitiu o diploma. Por que isso? Porque basta se dirigir à secretaria ou coordenação da Universidade com os documentos (diploma e histórico – originais e cópias) em mãos e solicitar ao funcionário responsável que carimbe e assine atestando a “conferência com o original”. Normalmente isso pode ser feito em poucos minutos, dependendo da boa vontade dos envolvidos.

Poxa vida, minha Universidade fica em outro estado. Posso enviar uma cópia autenticada em cartório desses documentos?
Poxa vida, minha Universidade fica em outro estado. Posso enviar uma cópia autenticada em cartório desses documentos?

Bem… não. Infelizmente, não pode. A autenticação no cartório não vale para universidades. Parece estranho, mas uma assinatura de um funcionário da universidade atestando que a cópia confere com o original conta mais que autenticação em cartório. Na verdade, só ela é válida (sabe-se lá por que razão, mas não estamos aqui para contestar o sistema). Então, se você mora em uma cidade ou estado diferente de onde se formou, temos uma má notícia: você terá que viajar para certificar suas cópias. Ou pedir a alguém, ligar, chorar, dar um jeito: o fato é que a Universidade tem que carimbar o diabo das cópias, e ela tem que fazer isto olhando para os documentos originais.

Traduções juramentadas

Uma tradução juramentada é uma tradução pública, feita pelo chamado tradutor juramentado. Ele é um intérprete comercial habilitado em um ou mais idiomas estrangeiros e português, nomeado e matriculado na junta comercial do seu estado². Somente a tradução juramentada é reconhecida oficialmente pelas universidades nos EUA – e provavelmente nos outros países também, cheque direito os documentos necessários junto às universidades e/ou órgãos parceiros que estão intermediando sua candidatura.

² A junta comercial do seu estado vai lhe fornecer os nomes, endereços e telefones dos tradutores juramentados disponíveis. Dê um Google em “junta comercial nome-do-estado” e procure a aba/link “tradutores”. O preço é tabelado.

A tradução juramentada é necessária e já adianto que vai doer no bolsoAlém de ser onerosa, em alguns casos de órgãos parceiros como a LASPAU, a tradução original deve ser enviada por correio. Logo, se você estiver se candidatando de modo independente para outros países e outras universidades, terá que enviar mais de um documento original de tradução, o que significa gastar o dobro, o triplo, o quádruplo… etc, dependendo de para quantos lugares terá que enviar. Você já deve ter percebido que a vantagem de um órgão parceiro intermediar sua candidatura é que, dependendo das regras do jogo, você só precisa enviar uma tradução original e eles se encarregarão de realizar as cópias certificadas por eles próprios e distribuir entre as X universidades para as quais você está se candidatando.

“Ah, mas eu não posso pedir pra um amigo traduzir e levar na universidade pra eles conferirem e certificarem?”

Não.

“Posso pedir para o tradutor da Universidade traduzir e certificar?”

Não.

Ah, dane-se! Eu mesmo vou traduzir e vou dar um jeito de certificarem! Posso fazer isso, não posso?
Ah, dane-se! Eu mesmo vou traduzir e vou dar um jeito de certificarem! Posso fazer isso, não posso?

Não, você não pode. Nem você, nem seu amigo, nem seu professor de inglês, nem o tradutor da sua Universidade, nem mesmo o papa pode. A não ser que a própria universidade emita o documento oficial já em inglês, nenhuma certificação é válida.

NO ENTANTO, SABE QUEM PODE? A EDUCATION USA!

Gente, ó, dica de mestre, viu. O EducationUSA faz o serviço de traduções por e-mail! Isso é especialmente útil para aqueles que moram em cidades onde não tem tradutores juramentados disponíveis (sim, corre este risco). Se você mora em Jericoatinga do Caboaté, por exemplo, não terá que ir até a capital do seu estado (que neste caso, é fictício, hahaha) numa verdadeira saga em busca do tradutor perdido. Cliquem neste link e vejam como funciona!

Outros documentos e certificados

Se você possuir alguma outra especialização que irá contribuir no seu processo seletivo, os documentos referentes a esse curso também poderão ser enviados seguindo as mesmas instruções quanto às cópias, certificações e traduções juramentadas. Vale ressaltar que só será válido curso ou especialização que tiver lhe conferido um diploma, de preferência com notas. Mini-cursos, escolas, workshops, etc, que geralmente fornecem um certificado de participação, não são relevantes neste caso. No entanto, eles podem constar no seu currículo.

Opções de envio dos documentos

Finalmente, para o envio, você terá algumas opções, que irão variar no preço e na disponibilidade do serviço prestado na sua região. Gente, vejam bem, percebam que estamos falando do envio dos documentos físicos. Esqueçam envio digital neste caso (claro que você vai mandar por meio digital ou físico aquilo que lhe for instruído; neste tópico, porém, vamos tratar do envio físico, que é o que gera dúvidas).

É sugerido pela LASPAU, por exemplo, que o envio seja realizado por FedEx, UPS ou EMS, por se tratar de companhias confiáveis e disponibilizar o rastreamento da mercadoria. A FedEx tem até um sistema de agendamento, onde eles passam na sua casa para retirada da mercadoria, caso não haja um posto em sua cidade. Sedex Mundi e DHL, entretanto, também podem ser utilizados para o envio com resultados confiáveis, a escolha é sua.

Só faça este envio com antecedência para garantir que a documentação vai chegar em tempo hábil nos EUA. Uma dica para economizar é juntar dois ou mais candidatos, marcarem uma data quando todos estiverem com a documentação completa em mãos e colocarem seus envelopes juntos na caixa de envio. Fica mais em conta e vocês podem ainda marcar um happy hour depois!

… e o que é o coversheet form?

Ahh, o famoso coversheet form é na verdade uma piada interna dos candidatos ao doutorado para os EUA pelo Ciência sem Fronteiras / LASPAU. O que aconteceu foi que a LASPAU inventou de colocar entre os documentos solicitados um tal de “coversheet form”. Pronto, instaurou-se o pânico generalizado. Que diabos era isso?? Por meses, esta pergunta aparecia nas redes sociais, até muito tempo depois de já ter sido respondida pelo menos 397 vezes. Bom, coversheet form nada mais é que um check list que você anexa como capa de toda documentação que é enviada pelo correio para o escritório da LASPAU. Esse check list é fornecido pela própria instituição e você o imprime e marca ali os documentos que estão no envelope. Ou seja: era APENAS uma folha de papel com uma lista de documentos e quadradinhos para pintar de acordo com o que você estivesse enviando. Com certeza, todo processo tem coversheet form da vida, que vai virar piada passado o desespero…

 

Pós-graduação nos EUA: saiba se deve tentar e por quê

Se você está lendo isto, muito provavelmente já decidiu ou está considerando seriamente a hipótese de fazer uma pós-graduação no exterior. Mas, além de fazer turismo barato, aproveitar festas bombásticas e ficar rico, você já pensou na sua real motivação para entrar no meio acadêmico em outro país? Será que você realmente pode tentar? E por que deveria?

Por que uma pós-graduação?

A primeira coisa a se perguntar é: por que fazer uma pós-graduação, seja no Brasil ou no exterior? Quem busca continuar estudando após terminar a faculdade geralmente está querendo aprimorar e atualizar seus conhecimentos para poder desempenhar melhor uma função profissional no futuro (ou até no presente). Atualmente, muitos recém-formados chegam ao mercado com uma sensação de vazio ou despreparo, tendo a impressão de que não aprenderam nada útil ou relevante durante a graduação. Alguns optam por ingressar direto numa pós-graduação para não quebrar o ritmo da vida acadêmica, outros preferem trabalhar um tempo para descobrir as áreas que mais os atraem e identificar possíveis deficiências em suas formações.

Qual tipo de pós-graduação escolher?

Existem diversos tipos de pós-graduação no mercado, desde mestrados profissionais a doutorados. Em nossa próxima postagem, faremos uma descrição mais detalhada de cada uma para lhe ajudar a escolher a que mais se identifica. De qualquer forma, é bom adiantar, uma coisa é certa: para fazer pós-graduação, tem que gostar de estudar.

Desisto!

Por que no exterior?

Infelizmente, em muitas áreas no Brasil, mestrado e doutorado não são muito valorizados por várias empresas, pois ainda têm um caráter predominantemente acadêmico, sendo mais voltados para quem pretende se tornar professor universitário ou prestar certos concursos para ingressar em outros empregos públicos. Aqui temos a primeira vantagem de se tentar uma pós-graduação no exterior: em diversos países, essa realidade é bastante diferente.

Nos EUA e na Europa, a academia e o ambiente corporativo não são dois mundos separados e independentes; muito pelo contrário, a maioria das universidades possui inúmeros projetos de pesquisa em parceria com empresas privadas, a fim de desenvolver tecnologias, produtos e serviços que sejam aplicáveis e viáveis. Isso ocorre porque grande parte das empresas brasileiras não têm um setor de Pesquisa e Desenvolvimento muito sólido, sendo que a maioria das novas tecnologias são apenas trazidas do exterior e adaptadas, mas não realmente criadas em solo nacional. Já no exterior, as profissões de pesquisador e cientista são intimamente ligadas ao mundo empresarial, não se restringindo aos laboratórios universitários.

Outro fator que atrai muitos estudantes a cursar um mestrado ou doutorado no exterior é o prestígio das instituições estrangeiras. Na maioria dos rankings internacionais , quase metade das 100 melhores universidades estão nos EUA, seguidas por instituições europeias e asiáticas. Ter no currículo uma faculdade dessas com certeza representa um diferencial enorme, mas não é interessante focar no título per se e se esquecer do que ele representa. Vários fatores fazem com que uma universidade tenha excelência, tais como: estrutura física, equipamentos e tecnologias disponíveis, nível dos professores e pesquisadores, produção científica, influência, produtividade e impacto das publicações, patentes, diversidade e atividades no campus, empregabilidade, recursos financeiros, entre outros. Ou seja, a causa de se embarcar numa aventura como essa é poder desfrutar de tudo isso ao máximo. O diploma será mera consequência.

Este é o Engineering Lab da UCR (University of California Riverside - http://ucrtoday.ucr.edu). Se você vê enxerga um parque de diversões, continue a leitura. Você está no lugar certo!

 

Existem ainda muitos outros benefícios em se estudar no exterior. O principal é vivenciar uma cultura diferente. Isso vai além de aprimorar um idioma estrangeiro: é possível entender como a sua área, a pesquisa e a ciência em geral são tratadas em outro país. O aluno compreenderá a rotina dentro e fora da universidade e discutirá com professores e colegas com diferente background cultural no mais alto nível. Terá a chance de conhecer e aplicar novos métodos e tecnologias, ou mesmo utilizar conceitos já existentes para solucionar outros problemas. Isso sem contar a possibilidade de viajar, conhecer novas pessoas e paisagens, experimentar novas comidas e sensações. Tudo isso torna o profissional mais criativo e inovador, que são características muito valorizadas pelo mercado.

Outras habilidades desenvolvidas são a comunicação, a liderança e a responsabilidade. Aqui a frase de ordem é “sair da zona de conforto”: o aluno não contará mais com a proximidade constante de velhos amigos e familiares, e terá que aprender a se virar sozinho num país com hábitos (e, quase sempre, idioma) completamente diferentes. Isso leva a um desenvolvimento pessoal inigualável. Lembrando que ele não irá lidar apenas com uma cultura nova, mas sim várias, visto que a maioria das universidades apresenta um grande quadro de alunos estrangeiros de diferentes partes do mundo. Além do aspecto cultural, muitos deles se tornarão futuros amigos e, algumas vezes, contatos profissionais. Eis aqui mais um motivo: o estabelecimento de um network profissional a nível mundial, que pode acabar promovendo inúmeras possibilidades de emprego no futuro.

Nem tudo são flores, Gafanhoto…

Apesar de toda essa experiência social, o aluno não deve esquecer que seu propósito no exterior é estudar. Para fazer um mestrado ou doutorado, é necessário gostar muito daquilo que se estuda e pesquisa, senão jamais conseguirá terminar o curso. É interessante ter a consciência de que nem tudo serão flores, que haverá momentos de estresse, de desavença, de tristeza e de solidão. E, principalmente, de saudades. Mas tudo isso será compensado pela motivação maior: a curiosidade. O senso de novidade irá impulsionar e inspirar o aluno a se dedicar e tentar sempre mostrar resultado, inclusive para orgulhar a universidade que nele depositou um voto de confiança ao aceitá-lo. Sobre o dinheiro, relaxe e lembre-se do clichê: se você amar o que gosta e fizer bem feito, você será reconhecido e o sucesso financeiro virá como consequência.

E então, jovem? Se você quis parar de ler na parte do “gostar de estudar”, desista enquanto é tempo. Talvez a sua área seja vender coco na praia investir em algo mais prático, ou fazer alguma especialização no seu país que não lhe afaste do mercado de trabalho. Agora, se você leu tudo isto e continua motivado, cara, clique aqui para continuar explorando o Abroaders e siga em frente. Ah, e boa sorte – você vai precisar.

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